segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Na noite mais escura...



Subo as escadas atenciosamente, a escuridão que simula o ébano impede minha visão dos degraus. Através do tato, identifico a chave no molho de chaves e coloco-a na fechadura. Giro duas vezes a chave e depois a maçaneta. A porta geme quando a abro. Adentro o cômodo e a porta volta a ranger quando fechada. Tranco-a. Caminho na direção da estante calmamente apoiado nos calcanhares. Utilizando as mãos como ponto de referência a frente do corpo. Sem muita dificuldade, encontro o que procurava com as mãos. Passo a mão na terceira prateleira de baixo para cima. Vou tateando os objetos que ali estão até encontrar o isqueiro. Com um rápido movimento na rodinha serrilhada, acendo-o e consigo iluminar com uma leve e suave luz o local que me encontro. Caminho na direção do armário abrindo a porta inferior do lado direito, pego uma caixa pequena de papelão, retiro uma vela e acendo o barbante que começa a ser consumido em chamas.

Coloco a vela em cima de uma das prateleiras da estante e marcho na direção da cama. Tiro a mochila das costas e coloco-a no chão. Sento na cama e retiro o notebook de dentro da mochila e o apoio no colchão. Levanto e coloco a mochila apoiada no pé da cama. Começo a me desvestir, colocando as peças de roupa em cima da cômoda. Pego um incenso e acendo-o no fogo que derrete a vela. Coloco o incenso no incensório. Retiro o resto da roupa do corpo até ficar totalmente despido. Sento novamente na cama, retiro o notebook da capa de proteção, e o ligo. Enquanto o aparelho está carregando os programas, pego uma garrafa d’água que deixo do lado do pé da cabeceira da cama. Sacio minha sede com quatro goles de água. Dou uma olhadela em todos os cantos iluminados do quarto, até visualizar uma toca que utilizo para dormir e manter meu cabelo trançado protegido. Ergo-me e coloco-a.

Caminho na direção da janela. Escancaro-a para que o calor daquele quarto seja dissipado. A chuva cai suavemente lá fora. O som é agradável e confortante. Aquela escuridão, devido à queda de energia, me trouxe inspiração. Queria escrever algo, escrever alguma coisa que estava perambulando minhas ideias. Digitei minha senha que estava sendo solicitada e o computador portátil carregou todos os programas. Abri uma pasta de músicas, selecionei algumas do meu arquivo e coloquei-as para tocar no aparelho. Depois abri a página do programa Word e fiquei pensando como começaria aquele escrito. Fiz uma varredura nas minhas ideias. Depois de alguns minutos comecei a escrever sobre aquele momento. Aquela escuridão era inspiradora. Meus dedos percorriam as teclas como se houvesse uma conexão íntima com o aparelho. A cada parágrafo, vírgula, verbo, acentuação, ponto final, meu momento no tempo era descrito e objetivo. Estava claro e sucinto. Detalhado com letras e palavras simples, incomuns e pensativas.
Depois de uma hora, o computador anunciou que a bateria estava para acabar. Que descuido meu, deixei de carregar o notebook no trabalho e agora estava precisando dele. Então, encerrei meu texto. Desliguei o computador e coloquei-o num canto. Cobri meu corpo desnudo com o lençol. Fiz uma oração e dormi. Fui carregado para o mundo dos sonhos naquela noite quente e chuvosa. Uma noite gostosa, pura, simples e poética.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Ela


Parada no jardim. Imóvel. Inerte. Sozinha. Ela fica noite e dia. Seus pensamentos são sua fuga da monotonia. Ela pensa na liberdade. A liberdade é o seu maior sonho. Suas idéias lhe dão asas e fazem com que seus olhos enxerguem além do horizonte.

Quando a brisa toca seu corpo, ela absorve as alegrias e tristezas do mundo. Compreende que está viva, pois consegue canalizar as vibrações do mundo. O sol da manhã toca cada canto do seu rosto. Ela abre os braços querendo absorver cada raio do astro rei. Faz daquele momento algo único.

Ela acompanha a dança das nuvens como se uma música regesse seus passos e movimentos. Ela sente os sabores que o vento carrega consigo. O vento lhe conta histórias que ele ouve nos quatro cantos do mundo. O vento é seu confidente, fazendo com que conheça o mundo mesmo estando enraizada na terra. Ela visualiza os quatro cantos do mundo através da imaginação. Sabe tudo e conhece todas as belezas que o mundo tem a oferecer, graças a sua amizade com o vento. O vento se vai e ela fica mais uma vez sozinha, mas não fica triste com isso, sabe que outros amigos vão aparecer com o decorrer do dia.

Um passarinho vem batendo asas na sua direção, ela deixa-o se aproximar. Permite encostar-se ao seu corpo. Sabe que ele vai embora em breve, mas fica feliz com a presença dele, pois não se sente sozinha nesses pequenos momentos de companhia. Ele conta histórias que a deixam curiosa, com vontade de conhecer o mundo além daquele jardim.

As nuvens aumentavam e cobriam o céu em todos os pontos. Era um presságio de chuva. Gostava da chuva, pois era outra amiga que ganhou que tinha sabedoria inigualável. Tinha história do mundo como o vento. Histórias que poucos conheciam. A chuva conhecia tudo e a todos, conhecia o céu e a terra, e ela admirava isso. Então um relâmpago soou pelo céu, e a chuva começou a cair. O passarinho bateu asas e voltou para o ninho. Pediu para a chuva contar novas histórias sobre o mundo. E enquanto molhava seu corpo na doce água do céu, ouviu histórias antigas e modernas. Sobre pessoas, países, sobre vidas, sobre lugares.

Raios e relâmpagos rascavam e ecoavam na escuridão da noite criada pelas nuvens. Mas ela não tinha medo, estava entretida com as histórias. As histórias aumentavam conforme a chuva caia. E depois de vários minutos, a chuva se despediu e se foi como um sopro. As nuvens foram dançando para o mesmo lado e o sol novamente voltou a raiar. Ela ficou ali. Molhada. Lavada. Sonhadora. Pensativa. Alegre. Tentava respirar fundo. Tentava guardar cada palavra na sua memória. Queria contar aquilo para alguém. Estava desesperada para compartilhar as coisas que tinha acabado de aprender. Como não tinha ninguém ao seu lado, ficou cantarolando algumas músicas que aprendeu com seus amigos. Seus cânticos permaneceram incessantes até o sol se despedir no lado oposto ao que nasceu. Ela ficou olhando o sol dizer “tchau” com sua última luz a tocar o céu. Estava feliz, pois a lua apareceria como uma esfera redonda e cintilante no céu. Existiam poucas nuvens no céu naquele momento. Então a lua apareceu, e iluminou de forma simples e bela à noite. Não era uma luz como a do sol, mas trazia ternura e amor naquele jardim.

Depois de alguns minutos, uma mulher se aproximou na direção dela. Ela ficou sentiu um arrepio de medo percorrer seu frágil corpo. A mulher era linda, tinha o olho com um brilho verde claro, o cabelo de uma tonalidade branca como as nuvens. Trazia algo na mão que não conseguiu identificar. A mulher se aproximou lentamente. Encostou seu nariz próximo dela. Sentiu sua fragrância e essência como uma presença forte e bela. Com medo, ela não se mexeu. Ficou sem reação e com uma leve insegurança, mas tentou não transparecer isso, queria demonstrar força e segurança. Não sentia mais medo, pois quando a mulher se aproximou, reconheceu-a. Era uma mulher que morava naquela grande casa. Sempre admirou a beleza e liberdade daquela mulher. A mulher era única. Seu sonho era ser como aquela dona. Livre e bela.

A bela mulher aproximou sua mão direita do corpo dela. E sem tomar o mínimo de cautela cortou seu dedo. As gotas de sangue denunciaram a ferida e a dor. Rapidamente, levou o dedo na direção da boca. Comprimia o dedo com a boca para tentar diminuir a dor. A solitária rosa ficou manchada com uma gota de sangue. Sentia-se impura por causa daquilo. Não entendia por que fez aquilo, por que sua beleza carregava uma arma tão perigosa que não permitia que ninguém pudesse se aproximar. Então entendeu.

Ela chorou. Chorou na silenciosa noite. Todos foram capazes de ouvir sua tristeza. A lua, os passarinhos, os insetos, animais, nuvens, vento. Ela lagrimejou e todos se comoveram com sua lamentação. Todos entendiam o motivo sem terem visto o que havia acontecido. Ela era bela, mas selvagem. Tinha a beleza e o perfume como nenhuma outra tinha. Era encantadora, no entanto seu corpo era uma arma. Carregava espinhos no seu caule. Impossibilitando a aproximação e o toque daquela mulher. Sua admiração se frustrou com a dor. Sua dor soou naquele jardim. Chorava, soluçava, deplorava-se, entristeceu-se.

Parecia que seus lamentos não teriam mais fim. Então ela olhou para uma imagem que refletia numa poça de água. Viu sua fase refletida e a lua em cima dela. A lua falava algo. Falava que seu maior sonho era ser como ela, como uma Rosa. Queria tanto poder conviver com outras rosas naquele jardim, cercado de cores e amigos. Que sempre quis ser tocada pela chuva, admirada pelo vento e capaz de ouvir as músicas dos passarinhos. Então Rosa viu que sua dor não tinha sentido, pois mesmo que não pudesse ser como aquela mulher, ela era bela e singular. Que tinha desfrutado de muitas coisas que poucos conseguiram. Então, mesmo inerte, imóvel, Rosa era feliz por ser única e poder sentir a plenitude da vida.

Ela não tem pernas, mas nem por isso é infeliz e deixou de andar por lugares desconhecidos. Ela não tem braços, mas nem por isso sorri menos e deixou de segurar coisas. Ela nunca se movimentou mais do que centímetros, e nem por isso deixou de conhecer o mundo. Ela vence suas limitações com suas qualidades. Vence suas frustrações com sua força de vontade. Ela é feliz por viver sua alegria intensamente.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Desabafo


Sentado no chão do meu quarto. Encostado numa das quatro paredes que prendem meu corpo num cubículo, restrito ao meu eu sozinho. Reflito sobre minha atual situação. Clamando por mais tempo. Penso no futuro que tanto queria viver, penso nas coisas que queria conquistar. Minha suplica não tem resposta, pois estou sozinho agora.

Passo a mão na cabeça. Meus dedos entrelaçam entre as tranças do meu cabelo. Olho para o piso que reflete uma luz fraca, me hipnotizo por um leve período. Tento entender por que perdi aquilo que me motivava. Então me lembro das palavras da minha mamãe: “agora não é hora para desanimar e desistir, tenha fé e acredite. Tudo vai dar certo”

Tento me apegar a essas palavras, mas não consigo. Sento-me desiludido para tentar mais uma vez. Não tenho mais aquela força de vontade para fazer das minhas vontades algo concreto e forte como rocha.

Levanto devagar e caminho na direção da estante. Pego o controle remoto e ligo o rádio, coloco um cd de rock clássico que gosto muito. Do alto-falante sai uma voz bela e cativante, Freddy Mercury e os demais integrantes do Queen cantando “Bohemian Rhapsody”. O primeiro trecho da música me transporta para o passado. Lembro quando comecei a gostar das músicas do Queen, foi num carnaval, que contraste: Carnaval com Rock.

Depois de muitas histórias lembradas, giro nos calcanhares e sigo na direção do armário. Abro a segunda gaveta, pego duas caixinhas, fecho a gaveta e dou uma rápida olhadela no espelho. A imagem que vejo é de um homem cansado e abatido, com uma marca de olheira circulando os dois olhos. Fico com vergonha do que vejo e desvio o olhar para o chão.

Caminho na direção da cama e sento no colchão macio, fico com as pernas abertas

Coloco as duas caixas de papel que estava na palma de minha mão do lado, em cima da cama. Cubro minha cabeça com o capuz da blusa quadriculada que visto. As cores da minha blusa se fundem com as cores da colcha que cobre a cama. Entrelaço os dedos e curvo meu corpo para frente. Meu corpo parece pesar uma tonelada. Olho para o terço que ganhei do meu pai enrolado no meu pulso, busco nele a fé que me falta, a fé que perdi por ser fraco diante do imprevisto.

Uma pontada de dor atinge meu estomago. Não é só uma dor física, é pior do que isso. Quando tomo meus remédios à dor física passa, mas a dor do meu espírito fica. Já havia tomado meu remédio algumas horas atrás. E sabia que a dor passaria aos poucos. Concentro-me em pensar em coisas boas, respiro mais pausadamente. A dor física vai sumindo aos poucos, da mesma forma que veio se foi.

Um breve silêncio na minha mente. Sinto que o tempo está acabando para mim, como as músicas que o aparelho de som teima em tocar. Todas têm um começo e um fim. E, parece que, ao acabar a música deixa um eco no ar. Mas, infelizmente, não terei tempo para deixar minha melodia a tocar na memória das pessoas.

Ao som das músicas: “Brain Damage” do Pink Floyd e “The End” do The Doors, penso nas diversas coisas que gostaria de ter feito, coisas que deixei de fazer. Penso nas brincadeiras que fiz quando criança, nas peripécias que aprontei para poder satisfazer meu espírito juvenil. Penso nas pessoas que deixei de amar, nos amores que me deixaram a chorar. Nada disso mais importa, tudo será uma lembrança esquecida. Minha existência será apenas um cometa que passou, e que se foi sem deixar algo marcante no coração dos astrônomos.

Faço uma pequena oração pedindo a cura para um Deus que não sei se existe, mas minhas palavras são levadas pela brisa do vento que não traz nenhuma resposta. Parece até uma provação da minha fé, pois depois do meu diagnostico, minha crença em Deus fraquejou. Sou fraco diante dos obstáculos, sempre soube disso. E só procuro esse tal Deus dos justos quando me sinto acuado como a caça que fica cercada pelos seus predadores, sabendo que não tem mais escapatória.

Tento ser forte naquilo que acredito, mas agora eu deixei de acreditar em muita coisa. Não sei mais o que é verdade ou mentira. Não sei se a alegria realmente existe. Acreditei em muita coisa, e desacredito de muito mais agora.

O som é interrompido por uma breve pausa entre uma música e outra, então começar a tocar a música “Kashmir” do Led Zeppelin e neste momento saiu do meu transe profundo na religiosidade. Aquela era a música que escolhi para o meu velório. Sempre que ouço essa música, imagino meus irmãos e amigos carregando meu caixão em direção a valeta que serei sucumbido ao descanso eterno. Mas não é um momento ruim, pois essa música me reflete paz e tranqüilidade. A música se desenrola como um réquiem fúnebre e melodioso, com o gosto doce da morte eterna, que seria breve e dolorosa para mim. Imagino a minha mamãe sendo acudida por parentes e amigos, ela chora incessantemente. Está triste e chorosa, como ficou no velório do meu pai. Lembro-me dele. Será que existe realmente um lugar onde possamos nos encontrar, queria tanto conversar com ele.

A música acaba junto com minha imaginação. Olho no relógio, este marca 2h36. Não estou sentindo sono. Pego as duas caixas com a mão direita e as coloco no bolso da blusa. Ergo meu corpo e mais uma vez caminho na direção do rádio. Aperto o botão “stop” e na seqüência o botão “eject”. Retiro o cd do display e coloco um cd de reggae. Aperto o botão “play” e a música começa com uma seguência de batidas nos tambores da bateria. A voz de Jacob Miller acompanhada pela banda Inner Circle cantando “Chapter a Day” é inconfundível. Como um martelo a bater na madeira, aquela música bate no meu coração, mas não sinto mais dor. A melodia e leve e simples, e me deixa em transe. Sinto uma calma e tranqüilidade que não sentia faz muito tempo.

Olho para a prateleira superior a do rádio, pego o incensário que ganhei de aniversário. Caminho para um dos cantos do quarto, pego a caixa maior do meu bolso, abro-a e retiro um incenso com essência de rosas vermelhas. Pego o isqueiro que está na outra caixa e acendo o incenso, que começa a queimar suavemente soltando um perfume prazeroso no ar. Disponho o incensário num ponto estratégico para perfumar todo o quarto. A música termina, em seguida começa “Discipline Child”, também da banda jamaicana Inner Circle.

Caminho na direção da janela, com a mão reviro o bolso a procura da segunda caixa de papel. Entre os dedos, retiro-a do bolso e dou uma olhada duvidosa para ela. Retiro um cigarro do maço e o coloco entre os lábios, guardo o maço de cigarros e pego o isqueiro. Tento acender o isqueiro, mas o vento apaga o fogo. Faço uma espécie de casinha ao redor do isqueiro com a mão esquerda, e tento acender mais uma vez o fogo. Surte efeito, e a chama se aproxima da ponta do cigarro. Dou uma forte tragada para facilitar a queima do papel e do tabaco. A fumaça que invade os meus pulmões é forte e áspera. Expiro a fumaça de toxinas que havia inalado. A fumaça dissipar no ar como se não existisse. Como se fundisse no vento. O cheiro do tabaco se mistura com o do incenso. Um perfuma o ambiente enquanto o outro polui.

Que ironia, eu que sempre odiei o cheiro e gosto do cigarro, estava inspirando aquele veneno. A destruição lenta invadia meus pulmões e minha corrente sanguínea. Meu cérebro já começava a sentir os efeitos do excesso de gás carbônico. Uma leve tontura ameaçou derrubar meu corpo. Em instantes, tudo passou. Aproximei mais uma vez o cigarro da boca, e dei mais uma tragada. Não sentia calma nem paz ao fumar, mas queria fazer aquilo. Não era o cigarro que iria me matar, pois minha morte já tinha sido anunciada.

Ergo minha mão esquerda até a cabeça, retiro o capuz que cobria minha cabeça. Balanço meu crânio para os lados para fazer minhas tranças balançarem de um lado para o outro no ar.

Fixo meu olhar na cidade. Observo os prédios e casas que fazem de São Paulo a maior cidade do Brasil. As músicas vão preenchendo aquele momento: “Do You Love Me” do Johnny Clarke; “It’s Not Easy” e “I Want to Know What Love Is” ambas do Lucky Dube; “Till Your Well Runs Dry” do Peter Tosh; “Existem Muitas Moradas no Reino do Senhor” e “Chama” ambas da Tribo de Jah. Ao decorrer das músicas, minha mente viaja na cidade. Meu olhar está perdido entre as nuvens e ruas. A lua não deu as caras hoje, decidiu dormir as escuras. Procuro algo com os olhos que não sei o que é e nem sei se existe. Meus olhos tramitam entre o imaginário e o real. Procuro por histórias que tenho daquela cidade. Procuro por imagens que tenho de locais e pessoas. Procuro por festas e shows que sempre gostei de ir. Penso que a única coisa que poderei levar desta vida é o que fiz. Os bens materiais que conquistei permaneceram nesta terra física, mas minhas lembranças viveram eternamente comigo. Não sei se existe vida após a morte. Não sei se existe um paraíso e um inferno. Mas para conhecer tudo isso, precisamos morrer e eu não tenho medo da morte. A morte faz parte do ciclo evolutivo da vida. Para mim a morte não é o final, é apenas um novo começo.

Meu olhar se fixa no horizonte. Queria que meus sonhos se concretizassem como sempre almejei para minha vida. O futuro era incerto. A incerteza era viver sem a certeza de um amanhã. Dou mais uma tragada no cigarro, a fumaça seca minha garganta. Expulso a fumaça dos meus pulmões. Dou um pigarro tentando limpar minha faringe e laringe. O câncer estava consumindo pouco a pouco o meu corpo. A certeza da morte não me desanima, morrer nunca foi o problema, o problema é desistir das coisas. Abrir mão de amigos, amores, histórias, sonhos devido à situação presente. O presente é a minha morada. E o futuro não passa agora de uma coisa inalcançável. Agora só posso viver as lembranças do passado.

O vento sopra gélido e amargo no ar. Carrega meus sonhos para longe de mim. Sozinho, preso entre as quatro paredes da minha solidão. Desejo apenas que a morte seja breve e indolor. Que não tardasse em chegar com seu manto do ébano e lamina que ceifa a vida dos seres existentes. Chego ao final sem ter feito tudo o que queria ter feito, mas satisfeito pelas coisas que já havia conquistado. Tenho certeza que se eu tivesse mais tempo teria conquistado muito mais. Mas o tempo corre para mim como as areias de uma ampulheta. Uma hora a areia vai acabar e neste momento sucumbirei à morte eterna.

E, como o incenso que se apaga e pára de perfumar aquela cela. Como o cigarro que termina sua suave e amarga combustão. Como a música que deixa de sair dos alto-falantes e pára de ecoar. Minha vida também se encerrará e tudo não passará de uma lembrança. Uma lembrança que será esquecida, pois a vida é um breve sopro no ar. Agora, só consigo ouvir o som pausado da minha respiração. Volto a ficar sozinho na minha solidão.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Contra A Máquina da Política

Olá, cidadão brasileiro.

Gostaria muito que você parasse um momento e refletisse lendo esse texto. O Brasil está em seu momento mais importante, estamos próximos das eleições para presidente, senador, governador, deputado federal e deputado estadual. Muita gente, infelizmente, não leva a política a sério, e isso fica mais claro com a candidatura de algumas pessoas. Se nem mesmo os candidatos conseguem levar a política a sério, o que podemos esperar dos eleitores?

Algumas pessoas, revoltadas com a candidatura de certo deputado, falam que votarão nele em forma de protesto para mostrar que a política virou uma piada.

Mas isso é uma coisa que jamais vou entender. Em outros países, quando os dirigentes políticos decidem colocar uma lei em vigor na qual o povo se sente denegrido com a mesma, o povo vai às ruas protestas fazendo passeatas e parando o país até que tal lei seja revista, ou seja, banida da constituição do país. No entanto, o que eu vejo no Brasil, mais especificamente em São Paulo, é que o povo reclama e não concorda com tais leis abusivas, mas acabam aceitando e se acomodando com tal situação. Quer um exemplo claro sobre o que eu estou falando, então tente se lembrar: se você anda de ônibus, já deve ter acontecido essa situação com você, depois que foi aprovado o aumento da condução de ônibus, você ficou bravo e começou a reclamar dentro de um ônibus ou presenciou uma pessoa revoltada reclamando do preço abusivo da passagem do transporte público coletivo, você ou a pessoa reclama sem parar, mas não tem coragem de sair nas ruas e protestar contra isso. Reclamar dentro de um ônibus não vai resolver nada, mas se o provo decidir parar tudo e não pegar mais o transporte público até que o preço diminua novamente, tenho certeza que algo inovador irá acontecer. Outro exemplo é essa nova lei das cadeiras de segurança para criança, eu acho super importante isso, no entanto, essa é uma lei inconstitucional. Quer dizer que para andar com seu filho menor de oito anos dentro do seu carro, o cidadão deve colocar seu filho numa cadeira especial, mas e se ele estiver andando de taxi, a criança também deverá andar de cadeirinha? Ou seja, se o papai estiver andando com seu filho de carro e a criança não estiver na cadeirinha e com o cinto de segurança, poderá receber uma multa e ter o veiculo apreendido, no entanto, poderá voltar para sua casa dentro de um taxi sem que seu filho esteja sentado na cadeirinha. Uma lei sem sentido e inconstitucional, como eu havia dito.

Pense bem antes de votar, o candidato que recebe o seu voto durante na eleição vai representar você no congresso. Você quer ser mal representado? Os políticos que são eleitos numa eleição representam cada cidadão brasileiro, e deve propor e aprovar leis que são a favores do povo e do crescimento e desenvolvimento do país, mas infelizmente não é isso que acontece. Recentemente foi vetada no congresso nacional a lei da ficha limpa, essa seria uma importante lei a favor do brasileiro nessa eleição, mas foi vetado devido aos prejuízos que os candidatos teriam com tal lei que impede a candidatura dos “fichas sujas”. Em outras palavras, não aprovaram uma lei que era a favor do povo, pensando somente neles. Eles nãos estão cumprindo o papel deles de nos representar. Se você fosse dono de uma empresa, contrataria um funcionário que não cumpre com suas tarefas e afazeres do seu cargo? Então deveria pensar nisso quando estiver diante da urna eletrônica.

Eu não queria citar nomes nesta narrativa, no entanto, não vou ficar calado inerte vendo essa palhaçada toda.

Você sabia que se o candidato Tiririca ganhar, ele vai poder levar vários candidatos do seu partido junto com ele para exercer a função de deputado federal? Se ele ganhar o seu voto, outros do partido dele também vão ganhar, por esse e outros motivos que um partido pequeno aceita promover várias “celebridades” que não tem experiência nenhuma na política, por que se esses candidatos ganharam com um grande número de votos, reservara várias cadeiras a favor do partido que ele representa. E o pior de tudo é que muita gente anda dizendo por aí que vai votar no Tiririca em forma de protesto, para mostrar que a política se tornou uma palhaçada e que o congresso é um grande circo. Isso eu não tenho dúvidas, mas votar no Tiririca ou em outro candidato do gênero acreditando que estou protestando é uma tolice das piores. Se você quer protestar, vote num candidato que seja digno e merecedor para representar você durante as aprovações de leis. Ou vote nulo. Não quero influenciar o seu voto nem controlar sua mente, mas quero que você pense: “o que vai mudar se eu votar no Tiririca? Será um protesto que vai fazer a diferença ou apenas um voto jogado fora? Pense novamente, antes do direito ao voto, muitas pessoas foram às ruas lutar por “diretas já”. Muita gente apanhou e morreu para fazer do Brasil uma democracia, onde temos o direito de escolher nosso representante direto no congresso, no entanto, não estamos mais valorizando esse direito ao voto. O mundo evoluiu tanto ao longo desses anos e parece que o ser humano regrediu, esqueceu de pensar e lutar por seus direitos. Se temos o direito de votar, também temos o dever de votar corretamente. A obrigação do voto correto cabe a todos.

Existe uma história que contam por aí, que diz que se mais de 50% dos eleitores votarem nulo, nenhum candidato será aprovado e uma nova eleição deverá ser promovida, no entanto, todos os candidatos deverão ser trocados para essa nova eleição. Eu fui atrás desta informação, pesquisei em sites e li a constituição eleitoral brasileira, não achei nada que comprove com exatidão essa história. Também não achei nada que comprove que votando em branco, nosso voto vai para o candidato que está ganhando – essa é mais uma história que contam por aí. Na verdade, o voto não será válido e não será somado aos demais votos de um candidato. A verdade, é que devemos votar corretamente, escolher candidatos que podem e vão fazer algo para o nosso crescimento. Que nos represente da melhor forma possível no congresso. Se você encontrou esse candidato, sem sombra de dúvidas deve votar nele, mas se você ainda está com dúvidas e não sabe em quem votar, deve pensar e pesquisar mais sobre a vida das pessoas que estão se candidatando. No entanto, se você tem certeza que nenhum candidato merece o seu voto, pois nenhum tem o perfil ideal para representá-lo no congresso, não venda seu voto ou vote em qualquer um. Faça da oportunidade democrática algo bom para o país. Não contribua com essa palhaçada. Se você acha que a política se tornou uma palhaçada e vai votar no Tiririca como uma forma de protesto, tenha certeza que realmente o Brasil se tornou um circo, e o palhaço principal é você.

Tem duas frases que gosto muito, que diz o seguinte: “UM POVO QUE NÃO SABE LER NEM ESCREVER É UM POVO FÁCIL DE SER ENGANADO” (Ernesto Che Guevara) e “UM POVO QUE NÃO CONHECE SEU PASSADO HISTÓRICO, ORIGEM E CULTURA, É COMO UMA ÁRVORE SEM RAÍZES” (Marcus Garvey). Isso é um fato, quanto menor a instrução educacional de uma pessoa, mas fácil essa será manipulada pelo sistema. Pessoas com baixa escolaridade, que não tiveram oportunidade de uma educação adequada, não lêem livros, não acompanham as noticias por jornais, revistas, telejornais, internet, et cetera. Essas pessoas são manipuladas com maior facilidade e assim podem fazer o que outras pessoas mais instruídas quiserem. Gente, por que a educação do país esta entre as piores do mundo? Uns dizem que é a desvalorização que os alunos dão para a educação, e outros dizem que é a desvalorização que o próprio governo dá. Por que se investe tão pouco na educação, se todos nós sabemos que a educação é a primeira etapa para o desenvolvimento e crescimento de um país. Não existe mais reprovação nas escolas, o aluno passa para o ano seguinte só pela sua presença diária na escola. Ou seja, depois que se tornar um adulto, vai ser um adulto que mal sabe ler ou escrever, como muitos que existem neste país.

Eu sempre digo e falo isso: OS GOVERNANTES QUEREM CIDADÕES BURROS E IGNORANTES, POIS SERÃO MARIONETES FÁCEIS DE SEREM CONTROLADAS E MANIPULADAS. E o exemplo está aí para todos verem, candidatos como Tiririca, Mulher Pêra, Frank Aguiar, Pelé Problema, KLB, Batoré, et cetera. Esses corruptos vão ganhar por que o povo se tornou uma marionete.

Seja mestre da sua cabeça, não seja influenciado por esses candidatos. Digo mais, não seja influenciado pelas minhas palavras. Você deve fazer o que acha melhor, mas tenha consciência que você será parte de tudo que acontecer a partir de agora. Se o Brasil cair ou subir, saiba que seu voto contribuiu para o resultado final.

Você pode achar que sou um idiota por ficar escrevendo tudo isso. Você pode achar que sou mais uma pessoa que está tentando influenciar no seu voto. Você pode achar que sou mais um tentando iluminar a escuridão da noite com uma vela. Mas, como já dizia Raul Seixas: SONHO QUE SE SONHA SÓ É SÓ UM SONHO QUE SE SONHA SÓ, MAS SONHO QUE SE SONHA JUNTO É REALIDADE. Sei claramente que a luz da minha vela jamais conseguirá iluminar a densa escuridão, mas se a chama da minha vela se unir com a sua e de muitos outros, pelo menos um caminho será possível de enxergar, e conseguiremos enxergar o rosto de cada um e saber que não estamos sonhando sozinho, pois muitos querem lutar contra essa política do pão e circo.

Termino aqui o meu protesto, lute e vá a luta, jamais espere acontecer. Você é a chama que vai iluminar a escuridão. Você é a pedra que vai servir de alicerce para a construção de uma importante ponte. As mudanças devem começar de você, só assim o futuro que almejamos estará próximo como queremos.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Shows 2010

Zeca Baleiro - Festival de Inverno de Paranapiacaba - Santo André, SP
Maria Rita - Festival de Inverno de Paranapiacaba - Santo André, SP
Chimarruts - Citibank Hall - São Paulo, SP




terça-feira, 10 de agosto de 2010

Feliz dia dos Pais!!!

Esse é o meu Pai, senhor José Maria Soares de Albuquerque. Dele herdei o sobrenome "Albuquerque" e um grande carácter. Minha ideia era escrever este texto no dia 08/08, último domingo, dia dos pais. Mas como estava muito alegre e agitado neste dia, optei uma hora mais oportuna para escrever sobre esse homem que tanto admiro. Meu pai faleceu em 2005, mas antes disso existe uma história muito longa do tempo em que ele adoeceu até sua morte. Como posso começar? Tomara que eu consiga me expressar bem com esse texto. Quando eu completei 18 anos, meu pai teve um AVE (Acidente Vascular Encefálico - Derrame), exatamente no dia do meu aniversário. Não foi um "derrame" forte, mas deixou uma sequela, ele perdeu a fala. Imagine, a única coisa que você quer ouvir no dia do seu aniversário é um parabéns, e deixar de ouvir essas palavras do meu pai foi complicado, mas continuemos de onde paramos. Meu pai foi levado ao hospital por minha mãe, e ele acabou ´passando a noite no hospital para ficar em observação. No hospital, devido a uma internação inadequada e mal planejada pelos médicos, meu pai contraiu uma infecção hospitalar que acarretou numa falência múltipla dos órgãos, tirando sua vida 3 meses depois de sua internação. Não vou falar sobre as coisas que aconteceram comigo na véspera da morte de meu pai, pois são coisas fortes e que me marcaram demais.
No ano seguinte, eu entrei na faculdade. E em vez de ficar "completamente" feliz, fiquei "em parte" triste, pois queria que meu pai estivesse ali para me apoiar e ver que seu filho casula entrou na faculdade, o primeiro da família.
Depois de três anos me formei em licenciatura e depois em bacharel em educação física. Nas duas colações de grau eu chorei bastante por não ter esse meu heróis no meio da plateia vendo minha conquista.
No entanto, não fiquei triste neste dia dos pais. Minha alegria estava em extase. Fiquei lembrando das coisas boas que passei com meu pai e imaginando se ele conquistou seu grande sonho. Sinto que "ele" sempre esteve do meu lado ao longo desses 5 anos, vendo minhas conquistas e minhas derrotas. Minha armadura foi forjada pelo calor da batalha, e minha honra me mantém de pé e de cabeça erguida diante das dificuldade que a vida me proporciona. Aprendi com ele que quando queremos algo e lutamos por isso, somos capazes de conquistar o mundo.
Sinto saudades do senhor meu pai. No entanto, sinto muito mais alegria, essa alegria faz meu peito bater quando lembro que o senhor apertou minha mão quando conversava pela última vez com tu. Sinto alegria quando lembro da sua força de vontade ao tentar reagir contra o fraqueza do seu corpo quando pedi perdão diante do seu semblante. Sinto alegria quando lembro que o senhor me acordou para se despedir antes de partir deste mundo. Sinto alegria recito meu sobrenome e sinto sua força nele. Sinto alegria e honra por ser seu filho. A saudade que sinto é de poder te abraçar, mas isso pode esperar. Valeu pai. Feliz dia dos pais! Atrasado, mas sempre lembrado (Risos). Ninguém é perfeito que consegue lembrar de tudo, principalmente eu (risos em dobro, risos).



Esses são meus tios paternos: Maria Regina (Tia casulinha), Edmilson (irmão do meio), Mamãe, Francisco (Tio casula dos homens), Eu (cabelo quase curto), Fernando (tio mais velho dos homens) e Edilson (irmão mais velho por parte de papai e mamãe) - faltou minha tia Regina (Tia mais velha de todos os filhos) e o meu irmão mais velho por parte de pai Jarilton.
Vovô e Vovó Paternos

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Alegria hoje



Estou me sentindo tão feliz hoje. Acredito que a alegria só depende de nós mesmo. se não acreditamos em nós e no poder que temos para fazer mudanças no universo, jamais conseguiremos tornar nossos sonhos realidade. As dúvidas que eu tinha estão começando a aparecer, e assim fica muito mais fácil para entender o que me atrapalha e o que faz eu crescer. Só podemos agir no sentido da evolução quando quebramos as correntes e laços que prendem nossas mentes. Podem acorrentar meus braços e pernas, mas minha mente continuará livre para pensar e acreditar nas mudanças que sou capaz de fazer. Hoje, vejo que nada foi em vão, tudo foi necessário para minha evolução e crescimento espiritual. Graças aos verdadeiros amigos e ao maior dos amigos: Deus! Consegui quebrar as correntes que limitavam a minha mente.
Não sou nem quero ser o dono da verdade, mas sou dono da minha verdade e minha verdade só existe se eu acreditar, torna-la visível e forte como uma rocha. No entanto, toda rocha pode ser quebrada, e quando a minha verdade quebrar - ou se continuar firme e forte como rocha -, utilizarei das pedras restantes alicerce para criar uma ponte que me liga ao conhecimento maior. Eterno serei enquanto minha vontade existir nesta ponto.
Minha alegria se tornará tristeza um dia, mas não hoje. A alegria que sinto hoje será eterna, pois esse dia será único e eterno na minha mente.

P.S. Minha loucura não existe para você se conformar e compreender, crie a sua própria loucura e entenda a vida da sua maneira. Depois me diga se você prefere ser uma pessoa comum ou um louco que acredita que você é capaz enquanto todos te tentam provar do contrário.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Quem sou eu???



Essa é uma pergunta muito complexa para responder.
Não sei me definir, por isso me defino como louco.
Uma pessoa louca é aquele que tem atitudes e ideias diferentes do padrão dito comum por uma sociedade. Seus princípios e meios de vida diferem das pessoas ditas comuns.
Não posso auto-afirmar que sou assim, mas pelas atitudes que vejo das pessoas acabou me diferenciando desta sociedade. Tem muitas coisas que não consegui seguir, nem mesmo aceitar. Então, vivo da minha maneira e com os meus caprichos
Vivo as minhas loucuras.
Gosto de meditar ouvindo diferentes estilos de música.
Adoro meu cabelo grande e trançado.
Curto meu estilo de me vestir.
Admiro pessoas inteligentes e capazes de me convencer do contrário.
Sou fã de pessoas batalhadoras e determinadas, que tem energia positiva para lutar pela concretização dos teus sonhos.
Odeio a ideologia do homem comum - não vou ficar dando detalhes das coisas que não curto, pois o que não é bom para mim pode ser bom para outras pessoas...
Esse sou eu... Rsrsrs... Sei que você ficaram com a pulga atrás da orelha sem entender nada do que sou.
Com o passar dos depoimentos descritos aqui, você vão me conhecer.
Até uma próxima.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Eugoísta

Esse sou eu...
Minha amiga, Paty, que tirou essa foto.
Gostie muito desta foto e seria mais do que perfeito começar tudo com essa foto.
Uma cara de pensativo, olhar perdido, uma câmera na mão, vestindo uma camisa social sobre uma camiseta do Ramones.
Essa foto é a minha cara.
Como estou desmanchando as minhas tranças, amanhã eu escrevo algo legal sobre mim.
Até mais. Boa noite!

Pensamento no momento!!!

"Há pessoas que amam o poder e outras que tem o poder de amar"
Bob Marley